12.05.2017 • Decoração

Entenda as diferenças entre vidro, cristal e murano!

Se você é o tipo de pessoa apaixonada com decoração, provavelmente já percebeu que os artefatos usados para dar aquele toque especial no ambiente costumam apresentar algumas diferenças.

Um vaso ou um enfeite, por exemplo, pode fazer toda diferença na sua casa — e o detalhe pode ter um efeito ainda mais bonito dependendo do material que é usado na sua fabricação. É aí que uma dúvida surge para muitas pessoas: esse enfeite é feito de quê?

Então, para te ajudar a entender melhor esse assunto, neste post veremos as diferenças entre o vidro, cristal e murano, materiais muito usados nesse tipo de decoração! Interessada? Continue lendo e confira!

O desafio: a definição

Por incrível que pareça, entender essas diferenças pode ser algo um pouco abstrato. Isso porque as regras definidoras não são muito rígidas, o que dá muita margem para diferenças dependendo da região ou do país.

Prova disso é que as definições não são válidas universalmente, ou seja, cada país pode definir de forma independente e autônoma o que considera como cristal, por exemplo.

Os padrões são bem diferentes, mas, grosso modo, consideram a qualidade e o teor de chumbo. Em alguns países, a mesma quantidade de chumbo pode ser considerado como cristal, enquanto, em outros, como vidro.

Por isso, vale ressaltar que consideramos aqui as definições gerais válidas para o Brasil. Assim, fica mais fácil entender as principais diferenças entre esses elementos.

O vidro

O vidro é muito comum, e apresenta um tom esverdeado, com uma espessura maior. Você já deve ter tido contato com ele várias vezes na sua vida — provavelmente, já jantou em um prato de vidro e tomou água em um copo desse material.

Como você já deve ter notado, a substância é rígida, e não cristalina. Além disso, seu aspecto mais normal é o transparente, mas também pode ser translúcido (dependendo sempre das propriedades do material utilizado).

Para dar um perfil mais diferente, outros substâncias podem ser inseridas no processo, como os corantes. É uma forma de modificar um pouco a estrutura do vidro e torná-lo colorido — você já pode ter se deparado com algum vidro verde, azul ou rosa, por exemplo.

Na Europa, artigos de vidro devem ter mais de 4% e menos de 10% de teor de chumbo. Ou seja, a margem pode ser bem grande, e muitos objetos produzidos com essa característica se enquadram como vidro.

Inclusive, os vidros que contam com 8 a 10% de chumbo são conhecidos como “vidro de chumbo”, já que são um tipo bem diferenciado.

O cristal

O cristal é um tipo de vidro, só que mais sofisticado, com uma transparência ainda mais perfeita e límpida. Por isso, até, trata-se de material muito usado na fabricação de cristais de mesa, e outros utensílios de decoração.

Na verdade, todos os cristais são um tipo de vidro, só que nem todo vidro pode ser identificado como um cristal. Afinal, como já dissemos, o teor de chumbo pode ser um fator determinante para a classificação desses produtos.

No caso do cristal, o teor de monóxido de chumbo deve variar entre 10 e 30%. Para os ingleses, essa variação pode mudar um pouco, indo de 24 a 30%. Quando passa desse ponto e a concentração vai além dos 30%, o item ou objeto passa a ser identificado como cristal de chumbo.

Isso significa que a taça de cristal, lustres e outros objetos são feitos de vidros. É claro que o material é um pouco diferente, pois é usado à base de areia sílica, óxido de chumbo e vários outros elementos que tornam os materiais mais sofisticados que os vidros comuns.

Para começar, sua espessura, normalmente, é mais fina, o que facilita na hora de dar esse ar mais requintado. Quanto à dureza, à resistência e até mesmo ao índice de refração, estes podem variar muito de peça para peça — considerando que a composição pode variar um pouco para o mesmo tipo de produto.

O murano

Os cristais de murano são originados na ilha de Murano, na Itália — justamente por isso, eles levam esse nome. E são mesmo muito bonitos, com imponência e beleza (além de terem aquele ar mais raro).

Se você não conhece, vale a pena conferir os Barovier, um dos principais nomes quando se trata das obras desse estilo. Eles produzem obras maravilhosas, límpidas e com várias cores diferentes. Para você ter noção, seus objetos podem até ter um aspecto semelhante ao de um mosaico!

A fabricação desses materiais é mais artesanal, o que faz com que seja difícil a sua produção em série. E esse é um dos motivos pelos quais os materiais desse tipo são muito mais valorizados, garantindo peças de muita beleza.

De fato, o murano é, hoje, um dos objetos de desejo de quem gosta de artefatos de decoração. Com um processo diferenciado, a fusão de metais até a sua produção podem demorar 3 dias. Mas isso depende um pouco de cada produtor, bem como do nível de dificuldade que a própria peça exige.

Bom, como você deve estar imaginando, as peças de murano também são as mais caras. Afinal, com essa fabricação mais difícil e um processo mais elaborado, é natural que as peças tenham um valor agregado maior e, por consequência, um preço mais alto.

As diferenças entre eles

Muitas pessoas têm dificuldade para perceber as diferenças entre os materiais produzidos com vidro, cristal e murano — e a tarefa não é mesmo fácil. Mas você pode, sim, distingui-los, desde que tenha um olhar clínico e analítico.

Segundo algumas pesquisas, o vidro e o cristal têm uma estrutura molecular praticamente idêntica. Ainda assim, o vidro comum, normalmente, é feito de areia sílica, soda e cal. Já o cristal usa apenas a areia sílica e óxido de chumbo e, justamente por causa dessa substância, os materiais de cristal tem mais brilho.

De toda forma, o que gostaríamos de compartilhar aqui é que os materiais são diferentes, sim, mas nem sempre é fácil perceber. Por isso, quando precisar, é bom ficar de olho e contar com a ajuda de especialistas.

E, depois de conhecer as principais distinções entre o vidro, cristal e murano, não deixe de considerar esses pontos para não errar na compra do produto! Afinal de contas, não vale a pena comprar um material, mas levar outro para casa, não é mesmo?

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